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Em meio à polêmica, Câmara aprova crédito adicional para Assistência Social; secretário explica o funcionamento do projeto

Publicado em 23/06/2017 às 16:26

Um projeto de abertura de crédito adicional suplementar acabou se tornando polêmica entre vereadores de Canindé, durante sessão da Câmara Municipal, nesta sexta-feira (23). 

 O vereador Chico Justa (PTC) disse que ia levar ao Ministério Público se o projeto que autoriza abertura de crédito orçamentário não fosse votado. O vereador chegou a perguntar como votaria cada vereador, antes mesmo que o projeto fosse analisado pela comissão de assuntos econômicos da casa, alegando que o projeto seria perdido se não fosse votado hoje. 

 O presidente Francisco Alan (PV) (o Panta) interrompeu o vereador Justa e suspendeu a sessão para o projeto ser analisado pela comissão. “Eu vou suspender a sessão por 15 minutos para a comissão se reunir e dá o parecer. Espera ai Chico que o presidente aqui sou eu! Se vossa excelência quer sentar na minha cadeira vem pra cá! Eu não vou ser presidente dessa casa para enfiar as coisas de goela abaixo. Eu não vou passar por cima da comissão, está suspensa a sessão”, disse o presidente Alan.

 Após o retorno, o projeto foi aprovado por 13 votos a um. Apenas o vereador Sloan Bezerra (PT) votou contra o projeto, e teve uma ausência do vereador Ilomar que não estava presente à sessão. 

 Entenda o crédito 

 Apesar de muita polêmica, o projeto é voltado para política de assistência social. O município aderiu ao Programa Nacional Mais infância do SUAS, conhecido popularmente como ”Criança Feliz” do Sistema Único de Assistência Social – SUAS. 

O projeto vai trabalhar o desenvolvimento de crianças carentes, levando serviços e acompanhamentos de saúde, aleitamento materno, escolar, lazer e entre outros benefícios desenvolvidos pela Secretaria Municipal de Assistência Social. 

 Em Canindé, o projeto vai beneficiar cerca de 400 crianças de 0 a 3 anos beneficiarias do Programa Bolsa Família, e de 0 a 6 anos beneficiarias do BPC. Segundo o secretário de Assistência Social Márcio Sousa, o programa vai custa em média 20 mil por mês, entre os gastos estão a contratação de pessoas para fazer o acompanhamento das crianças dentro do projeto.

 “Como o projeto é novo, ele não consta no plano orçamentário de 2017, que foi votado e aprovado em 2016. Então nós precisamos que a Câmara abra o crédito especial para que a gente possa desenvolver o programa Criança Feliz”, explicou o secretário Márcio Sousa.

O que é o programa Criança Feliz

Esse projeto proposto pela primeira dama Marcela Temer, é um programa que incentiva as famílias a cuidarem melhor das suas crianças, isso acontece através de visitas promovidas por assistentes sociais do Governo Federal, orientado essas famílias de como o tratamento deve ser feito, de como a amamentação deve acontecer e também de algumas dicas de nutrição infantil.

Tudo isso é importante para garantir que essas crianças tenham um crescimento mais adequado, fazendo com que o desenvolvimento infantil seja de melhor qualidade. Isso é fundamental para garantir com que o país se desenvolva com mais qualidade, já que crianças bem alimentadas, nutridas e também aconselhadas, tem uma perspectiva de vida melhor.
Além de tudo isso, esses assistentes sociais também promovem o acompanhamento das vacinas das crianças, assim, caso a família não esteja acompanhando o ciclo básico do SUS, os orientadores dão dicas e falam da importância de manter essas proteções em dia.

O Programa Criança Feliz dá dinheiro?

Não, esse programa não se trata de uma iniciativa de distribuição de renda. Esse programa só busca o acompanhamento das famílias mais de perto através da contratação de mais assistentes sociais. Assim, além de aumentar a fiscalização do programa e combater fraudes do bolsa família, será possível acompanhar e orientar melhor as famílias para que possuam um desenvolvimento humano mais acelerado.

Para que serve o programa Criança Feliz

O programa Criança Feliz serve para que essas crianças, principalmente das famílias mais carentes, tenham um acompanhamento adequado, conseguindo se desenvolver e criar boas raízes.

Pois, muitas vezes, com o pai e a mãe tendo que trabalhar fora, essas crianças ficam sem uma orientação adequada, assim, o programa surge para preencher esse vácuo, o qual, tem uma importância enorme no desenvolvimento dessas famílias.

Por tudo isso, é importante que ele seja aplicado em todos os estados brasileiros, principalmente no Norte do país, local no qual a mortalidade infantil é enorme e a desnutrição nessa faixa etária de 0 a 6 anos acaba sendo um grande problema de saúde público.

Por fim, esse programa serve como amparo para as próprias famílias, que não sabem o que fazer para garantir uma educação melhor para os seus filhos e um desenvolvimento adequado.

Quais são os objetivos

O objetivo principal desse programa é conseguir promover o desenvolvimento humano a partir do apoio e acompanhamento do desenvolvimento infantil integral na primeira infância. Isso é possível com visitas periódicas dos profissionais de saúde e da vara da infância na casa dessa população mais carente.

Com esse programa, o Governo espera reverter um pouco o quadro bastante delicado que a situação da infância vem sendo tratada no Brasil.
 
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